The Master
claramente uma crítica a religiões, especialmente a essas mais "underground" que ninguém sabe oq rola la dentro, tipo a cientilogia e os mormons, e por mais que seja bem escrachada vc vai percebendo aos poucos que aquela maluquice do filme ta bem mais proxima da realidade doq parece, no começo vc olha e fala "tá, é uma seita, e ta mto obvio, isso ai é lavagem cerebral" e até chegar no final vc já percebeu que aquilo ali é real pra krl, a cena deles entregar panfleto na rua é mto boa pq EU MSM já ouvi esse mesmo discurso 400 vezes andando pelo pirajussara e eu não to nem falando de uma religião ou vertente específica, mas eu sei que é real, quantas pessoas eu não conheço que ja não compraram esse discurso, e dnv, não acho que sejam todas, por exemplo por mais que eu tenha minhas questões com os católicos e os espiritistas eu vejo que não funciona dessa forma(pelo menos na maioria das vezes não) mas tem outras que são idênticas a essa "seita" do filme, que se aproveita de pessoas fragilizadas, traumatizadas, doentes e fazem quase que uma lavagem cerebral e manipulam completamente o pensamento da pessoa sem ela nem perceber e vai se criando uma rede de seguidores e eles vão atrás de espalhar cada vez mais o discurso e é mto louco ver como isso acontece
e aqui vai mais da minha interpretação, eu acho que toda a parada do filme e dos personagens não é focar no discurso da "Causa" mas sim na relação entre Lancaster e Freddie, como um cara que controla, manipula e que se autodenomina "o mestre" e entre um fudido traumatizado que só quer se sentir aceito, acolhido e perdoado de todos seus crimes e arrependimentos, e oq é legal nessa reação é que essa aceitação que ambos buscam incessantemente só é encontrada justamente nas figuras opostas, pro lancaster no único cara que ele não consegue manipular completamente e pro freddie no único cara que controlou ele msm que não completamente, e ai vem outra parte que eu gosto mto, o controle, a privação da natureza primitiva do homem que é representada pelo Freddie, pq a gente ve desde o começo que ele só liga pra sexo e violência, exatamente como um animal selvagem e ao longo do processo ali de "revelação" ele vai passando esses desejos reprimidos pro próprio Lancaster, que a gente ve o apice ali na cena que a mulher dele vai dizendo exatamente oq ele tem que fazer usando o desejo sexual dele pra firmar essa ideia, e pra mim tudo isso fica melhor ainda no final quando o Lancaster diz "se vc descobrir uma forma de viver sem servir a nenhum mestre, vc seria a primeira pessoa da história do mundo a faze-lo" oq escancara todo texto do filme, aonde os homens não conseguem viver sem algm que valide a existência deles, seja um amigo, uma esposa, uma figura religiosa, até msm um país, a guerra é uma demonstração perfeita de como o ser humano tem essa necessidade de se provar, e no final quando o Freddie larga o Lancaster e vai viver a propia vida ele não "descobre como viver sem um mestre" ELE VIRA O PRÓPRIO MESTRE, e isso é lindo demais
e boa parte da graça do filme vem do Joaquin Phoenix, pqp que maluco absurdo de bom, ja amava ele em Joker e Her mas pqp, aqui ele ta ainda melhor e msm assim perdeu o oscar, e falando em oscar, me deixa mais puto ainda o Paul Thomas Anderson ter ganhado com "uma batalha após a outra" pq esse filme é 1000x melhor e não ganhou UM mísero oscar
e eu contei SETE cenas sobre punheta nesse filme, acho que tbm tem um motivo sobre desejo sexual por trás, mas tenho medo de estar interpretando uma coisa que não existe