Mars One
“-Não esquece de mim não.” “-Nunca, Deivinho.”“-Tenho que sair daqui… Só atraio coisa ruim.” “-Já era tudo.”“-Eu tô viva.”
Como telespectador, fiquei o tempo inteiro com um aperto enorme no coração. A história se desenrola de maneira harmônica; às vezes, você nem percebe o tempo passar, mas fiquei com uma angústia profunda. À medida que o tempo avança, surge um sentimento de esperança, como se tudo fosse dar certo na vida dessas pessoas.“Marte Um” é um filme brasileiro belíssimo, que me tocou emocionalmente. Traz uma nostalgia imensa, me lembra da infância, quando tinha aquela simplicidade do cotidiano, quando tudo era mais leve e belo. Fiquei surpreso ao ver certas pessoas do elenco atuando no filme.A trilha sonora é sensacional, bastante emocionante, combinando perfeitamente com as emoções da obra. Apesar das ações dolorosas de Wellington, consegui me conectar com o personagem, ele me lembra de minha própria família, especialmente do meu pai. Acredito que não sou o único a sentir algo parecido.Os olhares dos personagens dizem mais do que mil palavras. Uma cena que permanece marcada em minha mente é aquela em que Tercia está relaxando, enquanto ouve um rádio dizendo palavras boas: “Que alegria! Vivendo um novo amanhecer. Para você que está se sentindo perdido… Que venha plena esperança em sua caminhada. Que o sol possa iluminar a sua vida…” Essa cena demonstra o enorme contraste entre nossas vidas. Quando estamos no nosso pior momento, buscando um momento de calmaria e descanso. Nessa cena, o rádio reproduz palavras ‘iluminadas’, enquanto o ambiente ao redor permanece hostil e incrivelmente assustador.
“Você é muito parecida comigo. Mais do que você pensa.”
O que me emocionou no final foi ver que Wellington mudou como pessoa, tornando-se alguém mais tolerante.
“-Filho, o seu sonho é mesmo ir para Marte?”
“-Uai, a gente dá um jeito.”