Malcolm X
é sempre muito difícil traduzir uma vida no tempo de duração de um filme. sejam 2, 2 e meia, 3h... parece que é pouco tempo pra o espectador ter a magnitude do que representou aquela pessoa. e no fim o principal ponto de uma biopic é nos marcar pelo ícone construído de alguem. se fosse só a dramatização de acontecimentos importantes, bastava ler uma linha do tempo da vida em algum site na internet.
o spike lee aqui dá uma aula de como nos impactar pela imponência de alguém que merece ter sua vida em filme. o filme passeia pelos mais diferentes tons e estilos pq quer transpor pra linguagem cinematográfica a riqueza da vida de Malcolm X. o início onírico dos anos 40 vai dando espaço pra um filme de gangster que é interrompido pela prisão de Malcolm e pela reviravolta na sua vida. depois, o que resta é um filme dolorosamente cru, em que a representatividade para seu povo e a sua felicidade como humano parecem sempre estar à sombra da morte. e quando ela acontece... não existe mais chão, nem som... só sobra o choro sofrido da Angela Bassett.
denzel é gênio maximo de sua arte