mother!
— Eles não me ouvem!
— Tá tudo bem, a gente conserta.
Em uma festa na sua casa, onde você quer que nada fique fora do lugar e nada seja quebrado, você quer que eles escutem, não? É angustiante o quanto esse filme joga na cara o que nós fazemos com, simbolicamente, a mãe natureza e ainda assim ela tenta se consertar.
— Oh, com licença!
— Desculpe, só estou explorando.
É isso também que nós fazemos desde nossa criação, exploramos e destruímos sem pensar nas consequências que pode trazer
— Mande eles embora.
—Eu não quero que eles saiam!
O simbolismo é a coisa mais linda nesse filme, pois ela é simplesmente a mãe natureza, tentando manter sempre tudo em ordem, enquanto um “poeta” que criou as coisas mais lindas, ou seja, ele é Deus, mas um Deus egocêntrico que gosta de ser adorado, colocando tudo acima da sua mulher, assim causando caos e destruição
— Eu sou o pai dele!
— E eu a mãe!
Ela é quem nos carrega, enquanto ele é quem é a mensagem, nós acabamos com ela, e ele nos perdoa, e quanto a ela?