

Dentro e fora de tela, a família Jackson é o motor e, ao mesmo tempo, o algoz do filme. Como longa-metragem, é estruturalmente mais competente do que eu esperava. Apressado pra dar conta de contar o máximo que puder, tem boas cenas, alguma autoralidade em termos visuais, mas muito pouco em discurso. Juliano e Jaafar são os destaques, Colman devorou o papel também.



Prova mais explícita de que esse cara vive pra sempre. Não existe — e não existirá — ninguém como ele. Morgan Neville fez um uso fantástico do arquivo audiovisual do Paul, costura muito bem (inclusive semioticamente). Os comentários adicionais agregam e trazem um frescor de ineditismo pra quem, assim como eu, tem uma noção razoável desse período da carreira do Paul. Ele é menos “espinhoso” que o livro homônimo, mas segue como uma excelente pedida (e uma síntese extraordinária de uma das tantas facetas do Macca).