Speak
imaginei algo, recebi algo completamente inesperado.
a primeira tentativa que tive de ver esse filme, rejeitei de primeira, achei ruim e entediante, nao consegui prestar atenção direito, agora que dei uma chance a ele, nao me arrependo NUNCA.
eu chorei, e chorei muito, caralho, a kristen stewart fez uma atuação incrível aqui, vai se fuder crepúsculo por achar que ela era uma atriz ruim.
a cena que a melinda recebe suas coisas de arte de seus pais me pegou demais. ela se sente como se fosse invisível e desapegada de seus pais, mas esse presente de natal faz ela perceber que eles a estão observando e apoiando seus interesses na arte. ela não é tão invisível quanto pensa que é ou deseja ser. mas, ao mesmo tempo, faz com que ela se sentir culpada por não estar sendo honesta com eles e contando a eles sobre o que aconteceu com ela. ela não consegue encontrar as palavras, mas a sua expressão constante na cena reflete tudo.
é relacionável pra caramba o aspecto de saúde mental e solidão deste filme, a agressão sexual e os efeitos dela foram tão bem retratados e devastadores de assistir, isso prova ainda mais que precisamos de mais mulheres para dirigirem filmes. os homens não entendem como é ser mulher, especialmente como adolescente.
aqui o que mais impressiona e importa é o roteiro e a mensagem desse filme, realmente nem me preocupei em analisar filmagem ou trilha sonora, pois estava muito ocupada chorando com essa obra incrível, gostei do filme pra CARALHO, mas nao sei se é por causa da relacionabilidade, do simbolismo silencioso ou por causa do professor de arte hippie que é simplesmente o steve zahn.
#maria clara reviews#incrível