Martin
Superficialmente, um filme sobre um serial killer que pensa ser um vampiro. Mais profundamente, um filme absurdamente melancólico, único e esteticamente lindo, que mostra como a falta de suporte emocional pode afetar os jovens.
Acredito que o Martin seja sim um garoto completamente comum, um jovem com problemas mentais e que, em vez de ser ajudado e acolhido por seus parentes, foi completamente invalidado por conta do fanatismo religioso de sua família, tratando o transtorno mental que afeta diferentes pessoas de sua linhagem como uma maldição. Por conta da invalidação e exclusão que Martin recebeu, ele acabou se tornando alguém recluso e tímido, além de um garoto que acredita fielmente naquilo que a sua família sempre o chamou: um vampiro. Todo esse rótulo imposto pela sua família o fez acabar desenvolvendo uma espécie de vampirismo psicológico, ficando dependente de sangue e, por isso, virando um serial killer pra saciar seus desejos.
Seu tio o matando no final do filme mostra o ápice do fanatismo, onde por acreditar cegamente naquela maldição hereditária, Cuda acaba culpando Martin pelo único assassinato que ele não cometeu, mostrando que, mesmo parcialmente certo sobre o serial killer, Cuda continua agindo baseado em falsas crenças. Automaticamente se tornou meu novo filme de conforto.