A Clockwork Orange
Uma obra-prima desconfortável que continua atual demais pra ser confortável.
Kubrick pega o futuro e o transforma num pesadelo coreografado com Beethoven e ultraviolência. É tudo tão meticulosamente frio, bonito e perturbador que a gente não sabe se tá assistindo a uma crítica social ou a um desfile de fetiches autoritários. Spoiler: é os dois. Malcolm McDowell entrega uma das atuações mais hipnóticas do cinema, aquele sorriso entre o charme e a psicopatia é pura arte. Cada cena parece um quadro, cada som uma provocação. Difícil saber o que é mais assustador: o sadismo de Alex ou a maneira como a sociedade tenta “corrigi-lo”. No fim, Kubrick não oferece saída, só um espelho.
Recomendação do meu professor de história, Diego