Kill Bill: Vol. 1
Kill Bill é Tarantino dizendo: “e se eu misturasse faroeste, anime, kung fu e vingança numa única explosão estilizada?”, e o resultado é um filme que parece uma febre visual da melhor forma possível.A jornada da Noiva começa aqui, com Uma Thurman transformando dor em força, sangue em estilo, e cada passo em direção à sua vingança num espetáculo quase musical de violência coreografada. Ela não só atua, ela corta a tela com presença.O filme é um playground cinematográfico: cores saturadas, diálogos afiados, metal espirrando, aquela sequência O-Ren Ishii que parece um mini filme dentro do filme… tudo tão exagerado que vira arte. Tarantino brinca de cinema como criança em loja de doces, e a gente só assiste maravilhado.