
[](https://boxd.it/lv7aE)[Favoritos](https://boxd.it/lv7aE) [Me recomendem um filme!](https://boxd.it/zZzjK) obs: mais de 95% das minhas listas são de FAVORITOS e não de MELHORES ★★★★★: CINEMA ★★★★½: excelente ★★★★: ótimo ★★★½: bom ★★★: ok ★★½: ruinzinho ★★: muito ruim ★½: lixo ★: misericórdia ½: nada se salva 0 estrelas: coisas que não sou capaz de opinar, com coração eu gostei sem coração não gostei
admito que eu acreditei quando ouvi falar desse vídeo pela primeira vez com 8 anos de idade. hoje? admito que é bem assustador pela estética, mas dito isso, que vídeo chato, 12 min que parece 40, o cameraman tem alzheimer e fica repetindo a mesma frase toda hora. 6/10

neste quase experimental, Yukio Mishima faz uma adaptação de uma de suas obras que mais refletem a si próprio, sobre a moralidade do suicídio, onde o tenente Takeyama é um grande self insert de Mishima, que prefere morrer junto de quem ama do que matar aqueles que ama. Mishima filma a morte como algo apenas doloroso mas não mórbida, como se ela fosse mais bela do que a própria vida. uma pena que o Mishima não focou muito na carreira do cinema, bem que poderia ter sido um grande cineasta como o Ozu ou o Mizoguchi. sua filosofia é genial. 8,5/10

a melhor cinebiografia já feita possivelmente, irônico pois ele praticamente não é uma cinebiografia, no filme nos é contado de uma forma completamente não-linear a vida de Yukio Mishima e um breve resumo de outras 3 obras suas, obras essas que representam o próprio Mishima, obras que refletem suas filosofias e suas ideias, que se entrelaçam com o dia de sua morte. e chegando no final... só posso concluir que Paul Schrader é um mestre! chega a até ser um filme bem épico, mas esse épico surge justamente da filosofia de Mishima, sobre a beleza da morte. uma obra extremamente marcante em tudo, fotografia belíssima e poética, montagem única, e um sentimento de honra enorme após assistir esse filme. 10/10

uma tragédia cômica, sobre um homem que tenta ganhar na vida com a ajuda de um que já não tem mais o que perder e ganhar na vida, Zorba é um personagem complexo, tendo um passado terrível, e que não tem condições para se redimir, tendo então que viver sua vida num eterno estado de loucura em um local completamente doentio, os cidadãos de Creta são filmados como animais com algumas poucas pessoas com ainda um pingo de humanidade, as viúvas e o Zorba são representações dessa humanidade, principalmente as viúvas, que são tratadas com desdém pelos homens e apenas sofrem por causa deles até chegar na desumanização total sobre elas. Anthony Quinn está sensacional como Zorba, é um personagem que a todo tempo queremos saber mais e mais, ainda mais com um ator carismático desse. a química dele com o protagonista Basil é bem interessante, um completa o outro. a cena final é belíssima, mostra perfeitamente como Zorba não tinha mais nada a perder, e tudo que sobra é apenas dançar sobre a loucura que revela a felicidade. adendo para a trilha sonora icônica. Míkis Theodorakis foi um gênio! 9/10