
ISSO AQUI É CINEMA DEMAIS, É BOM, TRILHA INCRÍVEL FEITA COM UM SÓ INSTRUMENTO, DIFERENTE, LEGAL, INTERESSANTE, ABSURDO!

Gostei bastante, mas gostaria que o final fosse melhor. Toda a ambientação das Backrooms é incrível, principalmente quando se trata da trilha sonora do filme que ficou absurda, diria que 70% do medo, aflição e sentimento de solidão que o local proporciona vem da trilha. O que eu não gostei tanto assim, foi o monstrão final e a parte que as Backrooms se torna um resultado de uma empresa e toda aquele mistério que poderia ser explora ou mesmo deixado como um mistério sem solução, se fazendo algo inexplicável. Mas infelizmente meteram corporação no meio que é uma explicação bem cachorra pra tudo aquilo. O monstro final é interessante, mas meio merda também, se ele fosse aquele ser completamente negro como a imagem mostra, eu acho que seria mais interessante, mas não, é só o Clark enorme e todo troncho. Mas o Clark entender e se tornar o vilão da trama, assim como as cenas dele comendo e agredindo os seres daquela dimensão são muito bons. O filme é muito bem pensado e executado, se não pelos dois problemas que citei acima, mas vale muito a pena ser visto.

Se essa é julgada ser a melhor obra de Tarkovsky e eu a detestei fortemente, talvez o cinema dele não seja para mim, mas pela grandeza do seu nome e para diversificar um pouco também as nacionalidades dos filmes que eu assisto. Filme chato que toma muito, muito, muito o tempo que "precisa" - ficar 3 minutos vendo a nuca dos personagens enquanto os vemos viajar e não falar sequer uma única palavra. Eu via as cenas dos personagens filosofando e mostrando suas visões de vida e achei a coisa mais chata já criada, eu simplesmente não me importava com nenhum dos personagens, principalmente com o desgraçado do escritor que só reclamava e falava, insuportável. A minha realização é que esse pode ser um dos melhores filmes já feitos e a minha mente é pequena demais para ele ou é uma merda msm.

3 horas onde nada demais acontece, eu acho que filmes que se comprometem a serem tão grandes em extensão assim, eles pelo menos poderiam ter uma que fosse, cena mais animada, que tirasse um pouco do sono que a monotonia e calmaria que é trazida. A única parte que eu realmente gostei foi a conversa de Andrei com o grego Teofanes, além de claro o final do filme que mostra todas as obras do mesmo, mas como já estava de saco cheio, admito que assisti em 2x essa parte. Talvez o cinema do Tarkovsky só não seja para mim, percebi isso pela primeira vez aqui em Andrei Rublev, mas fui perceber ainda mais isso ao assistir Stalker.