Gia
Heaven on earth, back again into under far, in between through it in it and above.
meu deus que perfeição.
Gia é um filme que expõe o brilho e a podridão do mundo da moda. O que o filme mostra é um ambiente movido por aparência, dinheiro e solidão, onde pessoas são tratadas como produtos; descartáveis, substituíveis e consumidas pelo próprio sistema que as cria.
Gia entra nesse meio sendo muito "infantil". Ela é autêntica e muito impulsiva, mas também tem uma carência gigante. O filme deixa claro como a indústria se aproveita disso: a mesma espontaneidade que a torna única é o que a destrói quando o mercado decide que ela já não serve mais.
A relação entre Gia e Linda é uma das partes mais bonitas e mais tristes do filme. É o único vínculo verdadeiramente sincero que Gia tem, um amor que parece trazer calma, mas que se desgasta com o tempo. As duas vivem uma perseguição constante, Gia parece sempre precisar de mais, como se nada fosse suficiente, e essa necessidade acaba afastando justamente quem ela mais queria manter por perto, a Linda.
As cenas finais são difíceis de assistir. O avanço da doença é mostrado de forma explícita, tornando tudo ainda mais pesado. Quando o filme acaba, fica uma sensação de vazio, é um final angustiante.
A atuação da Angelina Jolie é impecável. Ela interpreta Gia de forma tão natural que certos momentos chega a ser desconfortável assistir. Cada segundo desse filme te deixa pior, mas é maravilhoso.