
entendo que é o ponto principal do filme, mas é demasiado incestuoso

**"Afinal, o amor constrói-se sobre coisas banais."** A descrição de Erika como "sexualmente frustrada" não me fez total sentido até á cena da mãe, até aí, ela é apresentada como uma mulher autoritária e por vezes fria, fetichista não por natureza, mas talvez por uma tentativa de perversão intelectual,a partir daquele momento todas as barreiras que nos distanciavam da mente dela foram quebradas, podemos finalmente perceber a sua perspectiva e os motivos para as suas ações, ou, a sua passividade, estando presentes desde o inicio mas de maneira quase incompreensível para o público. A sua sexualidade não nasce do simples prazer, mas de uma vida de repressão e culpa. Também achei muito interessante que o Klemmer "apaixona-se" pela versão idealizada dela, ele vê-a como uma figura autoritária, superior e inacessível, ele não desejava realmente um romance com ela, ele queria o desafio, quebrar a fachada dela, ter o sentimento de posse sobre uma mulher vista como superior a ele. Ele perde o interesse quando ela se expõe, mostra a sua vulnerabilidade e submissão. Deixa de haver pedestal, a veneração passa a desprezo. Ele nunca a amou, ele amava a ideia de si próprio como o homem que "domaria" aquela mulher. Ótimo filme, explora com mestria estruturas e dinâmicas de poder e como elas se podem transfigurar,

