


Acho que não existe algo mais meigo do que se entregar a uma passionalidade sem medo de se comprometer, sabendo que uma noite ao lado de alguém que completa a sua dualidade é mais que viver um relacionamento de anos. Quando a Celine diz "eu acredito que, se existe algum tipo de deus, ele não estaria em nenhum de nós, nem em você, nem em mim, mas apenas nesse espaço entre nós dois. Se existe algum tipo de magia nesse mundo, deve estar na tentativa de compreender alguém, de compartilhar alguma coisa...", e ao final padecem justamente os lugares onde dois desconhecidos, na mais espontânea simplicidade, compartilharam desse espaço para pelo menos tentar aproveitar o tanto que conseguimos nos conectar com alguém. Quando revisitamos os mesmos lugares vazios, ainda sentimos uma presença que faz falta, mas aquele espaço entre os dois estará ali para sempre, ademais dividido por lembranças.

