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Filminho gostoso. É uma obra que apresenta a paixão infantil pela dança como algo sem gênero, e como o mundo consegue ser muito cruel acerca disso. Adoro que é o balé não é subestimado, mas tratado como um esporte de esforço tão grande quanto qualquer outro. Outro ponto impossível de ignorar é a misoginia internalizada. A maioria dos personagens masculinos principais (inclusive Billy) ainda expressam fortemente os resultados de uma sociedade que ensina meninos a repudiarem tudo que é considerado "feminino" (maquiagem, vestidos, afeto e dançar p.ex.). Além disso, as crianças nunca têm a inteligência reduzida, ou seja, têm um entendimento do mundo de uma maneira muito honesta e até crua (mas claro que possuem seus momentos de desregulação emocional).

Para alguém que pessoalmente não curte ficção científica, eu gostei do filme! A fotografia é MUITO linda: colorida, barroca e interessante (disparado o que eu mais me apeguei durante o longa). A proposta é muito intrigante e convida o público a se colocar na situação complexa do protagonista. Além disso, a atuação de Ryan Golsing é, como sempre, maravilhosa. Contudo, uma parte muito importante do filme acabou deixando a desejar: a comunicação. Algumas escolhas nessa troca foram um pouco óbvias e seguras demais, o que, não vou mentir, comprometeu um pouco a minha experiência.
