The Conjuring
The Conjuring (2013) nunca foi um filme pelo qual tive interesse em assistir, apesar de lembrar vagamente de ter começado a ver, talvez lá pela época da pandemia. Porém, umas semanas atrás comecei ele com um grupo de amigos e, talvez pelo ambiente e pelo sono, me pareceu extremamente chato. Mas, nada mais justo do que dar uma segunda chance.
E bem… é… assistindo com mais calma, posso dizer que faz sentido ser um filme bem comentado, principalmente por suas atuações incríveis, fotografia interessante e, claro, pela Vera Farmiga ser uma milf. Mas, sinceramente? Meio overrated.
Entre o começo e o meio, é uma história interessante e com uma tensão bem construída, apesar de talvez um pouco apressada e amontoada, no sentido de que acontece muita coisa em pouco tempo. Ainda assim, tem ótimos momentos de terror e elementos que hoje em dia são batidos, mas que foram muito bem utilizados na época do lançamento do filme.
Do meio pro final, acaba se perdendo totalmente, uma mistura de caricaturas de exorcismo e possessão, uma forçação de barra tremenda e um final tosco ao raiar do dia, com esperança brotando. Se tivesse seguido a linha tênue da primeira metade, entre apresentar cenários assustadores e não rushar a história, talvez fosse um filme digno do título de clássico do terror.
Por fim, tem ali suas distorções históricas sobre as bruxas de Salém, bruxaria, possessões demoníacas, “based on a true story” etc., mas nada que não condiz com uma produção de terror norte-americana média.
Um filme legal, mas poderia ter sido bem mais do que isso.