



No início, você não consegue entender direito o que aconteceu com Mark, o que te faz questionar se Jack o matou ou se ele se matou. Durante boa parte do filme, achei que ele tivesse se matado por causa do relacionamento com o pai, que é baseado em violência e medo, nada além disso. O fato de Mark não se importar com o que as pessoas pensam, mas ainda assim estar tão bravo e com medo do que o pai fará se descobrir, mostra que o pai é a sua única fraqueza. “Eu queria que você fosse uma garota” dói porque é muito fácil se apaixonar por Jack, mas apenas nas sombras. Mark não tem a opção de amar ou ser amado por Jack, nem como um garoto, nem como um namorado, nem mesmo como um irmão. Para mim, é uma representação precisa e profunda de como é se descobrir queer na adolescência em uma família que funciona através do medo.
