The Reader
Pelas críticas aqui no letterboxd parece que ninguém se sentiu cativado por uma nazi que gosta de aliciar jovens. Mas a premissa do filme não é sentir pena ou suavizar a culpa de Hanna, mas sim, compreender que ela era filha do seu tempo, de sua época e lidou com as circunstâncias que a levaram a realidade dos fatos.
Uma jovem alemã pobre na década de 40, em um país tomado pelo nazismo em sua efervescência e fanatismo, conseguiu emprego como guarda em um campo de concentração em Auschwitz. Ela e mais outras colegas eram responsáveis por selecionar e mandar judiais para câmara de gás, todas essas guardas trabalhavam por igual. Todas elas comandadas por um regime que as alienava, vítimas de uma propaganda baseada em mentiras e funcionárias de um regime autoritário. Hanna, por suas vez, foi a única pelo menos a aceitar seu passado vergonhoso, enquanto as outras se comportavam alheias a situação e ainda conseguiram colocar Hanna em uma encruzilhada.
Michael, por outro lado, foi um jovem rapaz na qual foi vítima de uma relação inapropriada e diriamos assim… até juridicamente criminosa. Entretanto, aquilo lhe fez o bem, e permutou a sua vida adulta até que virou uma realidade a fazer parte de sua trajetória de vida. Ele nunca conseguiu se dissociar daquilo.
A penúltima parte é na minha opinião a genialidade do filme. Cada um com suas dores, suas verdades e suas vivências. É o que é.