

O Iluminado continua sendo um daqueles filmes que funcionam muito bem mesmo depois de já conhecer a história. É claro que a primeira experiência é mais impactante, porque toda a estranheza e o mistério pegam de surpresa, mas isso não diminui a qualidade do filme. A ambientação é impecável e a sensação constante de desconforto é o que faz ele ser tão marcante. Gosto bastante de como o filme vai mudando de tom aos poucos. Primeiro tudo parece normal, depois a estranheza começa a aparecer de forma sutil, até que tudo desanda de vez. Mesmo sem explicar tudo de forma direta, ele consegue prender pela curiosidade e pelos detalhes espalhados ao longo da história. Conhecer mais do universo de Stephen King muda a experiência, mas o filme funciona muito bem por conta própria. As atuações são excelentes, principalmente a do Jack Nicholson, que domina completamente o filme. A direção, a trilha sonora e toda a construção do Hotel Overlook fazem esse ser um dos melhores exemplos de terror psicológico. Revendo hoje talvez eu sentisse um impacto um pouco menor, mas olhando para a obra como um todo, é um filme que merece a nota máxima.

Saí do cinema bastante satisfeito. É um filme muito divertido, com um ritmo leve e que prende do começo ao fim. Visualmente é um espetáculo: as cenas de ação são excelentes, os efeitos funcionam muito bem e o uniforme do Homem-Aranha está lindo, com cores vibrantes que remetem bastante aos quadrinhos. Também gostei da forma como o filme trabalha o Peter Parker, explorando um pouco mais sua evolução e os conflitos em torno dos próprios poderes. Outro ponto que me agradou foi o lado mais humano da história. As relações do Peter acabam tendo bastante espaço e funcionam muito bem, dando um peso emocional que complementa a ação sem deixar o filme arrastado. A participação de alguns personagens também foi um destaque, especialmente o Frank Castle, que rouba a cena quando aparece, e foi muito bom rever o Hulk em sua versão mais clássica, mesmo que por pouco tempo. O que me impediu de gostar ainda mais foi o antagonismo. A Jean Grey não é uma personagem ruim, muito pelo contrário, mas não consegui comprar totalmente a ideia dela como principal antagonista desse filme. Em vários momentos parece que ela está sendo apresentada para histórias futuras, enquanto os vilões mais característicos do Homem-Aranha acabam ficando em segundo plano. Além disso, o mistério em torno do verdadeiro responsável pelos acontecimentos não chega a surpreender, já que a resposta fica relativamente evidente desde cedo. Ainda assim, o saldo é muito positivo. É um filme que entrega exatamente o que se espera de uma boa aventura do Homem-Aranha: divertido, carismático, visualmente impecável e com ótimas cenas de ação. Só fica a sensação de que, com um antagonista mais marcante e um terceiro ato um pouco mais forte, poderia ter alcançado um nível ainda maior.

É impressionante o salto de qualidade desse filme. Tudo o que já funcionava nos dois anteriores — ambientação, figurino, trilha e construção desse universo — continua excelente, mas agora acompanhado por efeitos muito melhores, lutas mais bem coreografadas e um visual ainda mais grandioso. O filme começa com muita ação, sabe diminuir o ritmo quando precisa e depois cresce novamente até um final simplesmente absurdo. As atuações também estão em outro nível, principalmente as de Hayden Christensen e Ewan McGregor. Toda a transformação do Anakin, sua relação com o Obi-Wan e o surgimento definitivo de Darth Vader tornam a história muito mais pesada e marcante. É muita coisa para concluir em um único filme, mas ainda assim ele consegue amarrar a queda do personagem, os conflitos políticos e o destino dos Jedi de uma forma extremamente envolvente. Não considero um filme perfeito, até porque nem sei se isso existe, mas é muito difícil encontrar algo que realmente diminua a experiência. São diversos personagens, vilões e confrontos memoráveis, culminando em um encerramento impactante e difícil de esquecer. Ele não apenas supera os dois anteriores, como eleva completamente toda essa primeira parte da saga.

Gostei bastante mais desse do que do primeiro. Acho que ele mantém todas as qualidades que já tinham me chamado atenção: a ambientação é fantástica, a trilha sonora continua impecável e o universo de Star Wars parece cada vez maior. O Obi-Wan ganha muito mais espaço e isso foi um dos pontos que mais gostei, mas ainda dá para sentir que o coração da história continua sendo o Anakin. É muito interessante acompanhar a construção dele, porque desde criança já existem pequenos sinais de que ele é uma pessoa extremamente intensa e impulsiva. Dá para perceber como essa intensidade influencia tanto as relações dele quanto as decisões que toma, e isso deixa o personagem cada vez mais interessante. Também gostei bastante da variedade de cenários. O filme passa por lugares bem diferentes, tem cenas de ação muito boas, principalmente toda a sequência do Coliseu, e ainda apresenta melhor personagens que já eram marcantes, como o Yoda e o Mace Windu. O Conde Dookan também entra como um vilão bem interessante e acrescenta bastante à trama. Alguns efeitos especiais acabam entregando um pouco a idade do filme, mas sinceramente isso nunca chegou a me incomodar a ponto de tirar a imersão. A luta final é excelente e fecha o filme em um nível muito alto. No geral, achei um filme com um ritmo melhor que o anterior, mais acontecimentos e uma evolução clara da história. Se o Episódio I ficou na casa das 3,5 estrelas para mim, esse sobe tranquilamente para 4. E, pelo que ainda lembro do próximo, a sensação é que a trilogia está só começando a alcançar o seu auge.