
15y > ***"Michael não era alto nem robusto, mas a sua presença parecia irradiar perigo."***

Genuinamente um dos piores filmes que eu já tive o desprazer de ver. Acho que o que mais incomoda dentro dos diversos incômodos que tem no filme é a mudança brusca na personalidade da Miranda Priestly; enquanto no primeiro filme ela era uma figura quase mítica, inacessível e monossilábica da qual poucos conseguiam decifrar, aqui ela virou só uma velha babaca, verborrágica e burra. Talvez seja uma alegação muito forte, mas pra mim esse é o pior roteiro da década, pensa numa maçaroca sem sentido e chata (além de toda a parte dos retcons que atrapalham demais a experiência). A maior parte do filme é só pra refazer as mesmas gags e momentos icônicos do primeiro — algumas vezes literalmente falando sobre. As atuações que no primeiro filme já não eram ótimas aqui viraram péssimas, não tem uma que se salve (mesmo que eu ache a Emily Blunt muito carismática). Talvez o projeto mais sem alma e lavagem de dinheiro dos últimos tempos (contando com os filmes de super-heróis), é simplesmente inaceitável o lixo que eles apresentaram pro público. Quem gosta disso precisa ser medicado agora mesmo Um filme pútrido. PS: não é um problema do filme em si, mas que dublagem ruim, um monte de expressões em inglês, se vai dublar o filme pelo menos deixa ele inteiro em português, né?

Um filminho bem aquém, mas é divertido até. Tem ótimas cenas e o tema é legal, mas parece que não tinha história pra desenvolver e acaba parecendo sem alma. Realmente não sei como esse filme se tornou um grande clássico tão aclamado, não que ele seja ruim, mas é tão... genérico. O maior atrativo do filme, que eu pensei que seria o ponto alto, é a maneira como a Miranda trata suas funcionárias com desdém, mas não é legal de se acompanhar, é só babaca. Aquele final é um lixo, quase estraga o filme como um todo. PS: Emily Blunt tinha que ser a protagonista.

Maneiro demais.

É realmente impressionante o quanto um filme pode ser deslumbrante. Eu adoro finais catárticos, onde tudo se junto pra dar uma conclusão que seja grandiosa o suficiente para a obra situada, e aqui George Lucas percebeu que tava fazendo merda atrás de merda e decidiu se concentrar em fazer uma finalização absurda pra essa trilogia. Mesmo que o Hayden Christensen não seja um ator bom, o roteiro ajuda muito ele à transmitir esse sentimento de confusão mental e medo, raiva preocupação e exclusão — principalmente vindo dos Jedi, se você viu essa trilogia e acha que os Jedi são bonzinhos você viu errado. Os paralelos bíblicos são muito bem acertados, não por que são escancarados, mas porque são sutis (e é isso que faz o filme se diferenciar dos seus antecessores). Cada ângulo de câmera, cada iluminação, cada frase, tudo leva ao caminho pré-determinado pela trilogia original, é incrível ficar pegando os detalhes que estão quase escondidos na trama. Ainda que seja bastante raso às vezes, o roteiro do filme é bem conciso e sublime na maioria do tempo — principalmente quando se trata de Anakin e Obi-Wan. Ian MacDiarmid entrega o que é pra mim a melhor atuação do filme, mesmo sendo muito caricatural, entrega nuances muito boas e momentos muito marcantes (que tem em toneladas nesse filme). Trama política muito bem amarradinha e eu acho que a única coisa que se mantém bem demarcada nos três filmes, que não sofre tantas alterações de um pro outro; essa parte de diplomacia de guerra é chuchu beleza. Aquele take final é perfeito, melancólico, mas esperançoso, mesmo perdendo a batalha ainda tem um pouco de fé que as coisas vão melhorar e seguir em frente, olhando para o pôr do sol em Tatooine...