Amélie
Confesso que demorei algum tempo para ver esse filme, e eu certamente me arrependo.
Como não falar da magnífica Amelie Poulain? Eu devia pesquisar, porque des do dia que assisti esse filme eu não consigo mais parar de pensar nele, e querer falar sobre ele.
O fabuloso destino de Amelie Poulain.
Primeiramente, quero ressaltar que ninguém nesse mundo teria sido uma Amelie melhor que Audrey Tautou. Ela tem olhos cativantes o suficiente, e aqueles cabelinhos dela formavam a personalidade de uma mulher curiosa sobre a vida dos outros.
Quando eu fiquei sabendo que ela bisbilhotava a vida das pessoas, claramente por resenhas, a curiosidade bateu na mesma hora — nunca vi uma personagem assim.. não que eu me lembre — por um momento, antes de chegar na conclusão que assistir um filme onde olhos extremamente redondos estavam sempre atrás de informações sobre vários detalhes na vida das pessoas seria interessante, achei que ela seria a protagonista mais entediante e irritante de um filme já criado, e que era só mais um estraga prazeres na história de muitos. Errei feio.
Não sei como surgiu a ideia de fazer um filme como este, e como surgiu essas peculiaridades de Amelie, mas foi genial. Por exemplo, nunca vi uma personagem que contava quantos casais estavam tendo um orgasmo. Você já? Acho que não, **até eu te contar.
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Outra coisa a ressaltar é que é muito raro ver diretores de filmes, roteiristas, seja lá quem. Retratar personagens secundários como se fossem as pessoas mais importantes da trama — por um lado eles realmente são, mas se olhar por outro nem tanto —
Os personagens são bem trabalhados, cada um com sua peculiaridade, com traços realmente diferentes, e profundos em alguns aspectos. Você consegue enxergar o esforço que colocaram nesse trabalho.
Nunca foi só “Luz, câmera e ação”, mas sim sentimentos cativantes e diferenças.
Eu amei a personagem Amelie Poulain. Amei a maneira que ela transforma um simples atravessar de calçadas, em uma experiência inesquecível para um homem que é cego. Era como se ele sentisse que seus olhos eram capazes de ver alguma coisa, mesmo que ainda não enxergasse nada. Amei a maneira que ela planejou viagens para o anão de jardim de seu pai.
Citar mais coisas aqui faria eu citar o filme inteiro.
O jeito que eles misturaram a morte da nossa mais querida Lady Diana, com a maneira que o destino de Amelie viraria de cabeça para baixo foi “Absolute Cinema” pra mim.
A nudez nesse filme parece ser retratado de uma maneira um tanto quanto diferente. Atualmente temos muitos tópicos que se ligam a nudez, mas nunca tinha visto nenhum como o de Amelie.
Ridículo isso, não é?
A personagem sente gosto em ver todos em sua volta sendo ajudados, tocados por achar um bem que foi perdido a algum tempo. Que suas lágrimas, que um dia foram de tristeza, um dia se tornaram lágrimas de pura felicidade.
Aquele sorrisinho de Amelie, que alguns estão até cansados de ver, sempre vai estar no meu coração, tapando seja lá qual vazio.
Admito que em filmes como este, odeio quando completam um espaço com um romance sem nexo, mas eu não canso de dizer que com Amelie Poulain foi diferente.
O amor foi feito devagar, lento, cheio de curiosidades e perguntas pra ambos. Tanto que, nem mesmo o par de nossa protagonista é totalmente normal.
Eu nunca vi algum personagem que faz álbuns de coisas extremamente diferentes e aleatórias.
Eu ficaria alguns dias escrevendo, mas eu iria comentar sobre o filme inteiro.
Seja lá quem for ler essa resenha de merda aqui, mas se ler, assista Amelie Poulain.
Descanse em paz Lady Diana, os bons sempre vão cedo.