Banana Fish
Des de 2020 venho sofrendo com o impacto que essa obra fez em todo o meu ser, e a partir daí fico com medo de morrer e na minha próxima vida eu não ter usado minha língua para falar o nome Banana Fish nem uma única vez.
Eu espero que seja algo que esteja preso na minha alma para **sempre.
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Acho que essa é a obra que mais me cativou em todos os sentidos. Eu não tenho palavras, meus sentimentos sobre Banana Fish são totalmente embaralhados uns com os outros — como que eu conseguiria descrever? —
Banana Fish, um nome que combina muito bem com seu ditado: Se você encontrar um Bananafish no mar, vai sentir vontade de morrer de repente.
Simplesmente senti uma vontade imensa de morrer, assim como dito, a partir do momento que terminei Banana Fish.
Não vou mentir que assisti esse anime pelo menos umas trinta vezes — literalmente — mas eu tenho um motivo, eu prometo.
Uma obra de 1985 criada pela não tão amada Akimi Yoshida, posso explicar isso mais tarde, nem eu gosto dessa safada. Onde conta sobre a história de um garoto de exatos 17 anos, que por muitos anos de sua vida vem sofrendo na mão de um homem totalmente desgraçado que gosta de carne nova e fresca — um pedófilo — este garoto nomeado como o maioral Ash Lynx, líder de uma gangue em Nova York.
Podemos ver que, como anteriormente citado em uma resenha de “My Own Private Idaho”, pessoas que sofrem abusos pode sim seguir um caminho inevitável até um abismo sem fundo e esperança.
Além da demais aparições de Ash, temos Eiji Okumura: um japonês com uma história extremamente diferente da de Ash, com os olhares negros mais puros já vistos, que estava servindo de ajudante a Shunichi Ibe, um fotógrafo.
A história se inicia com um homem que foi atacado, em um beco escuro — onde, por acaso, Ash Lynx se esgueirava por ali — o sujeito denuncia um endereço, o entrega um colar misterioso e a palavra **BANANA FISH.
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Assim se inicia o primeiro episódio: Um dia ideal para Banana Fish.
Não irei entrar em detalhes, se não ficarei ainda mais tempo escrevendo sobre.
Para todos que desejam sofrer da maneira mais barulhenta possível, eu recomendo Banana Fish. Para aqueles que querem a prova do amor mais puro existente, eu recomendo Banana Fish. Para qualquer um que deseja chorar, carregando a mágoa que essa obra trouxe até seu coração, eu recomendo Banana Fish.
Afinal, o amor não é provado apenas com um “Eu te amo”, mas ele é provado com os menores atos.
AMOR, ate mesmo na morte.
O amor nessa obra não é provado apenas com palavras, nem somente com atos, mas pelo encaixe de duas almas com ideais totalmente diferentes, com passados distintos.
Almas gêmeas, que seguindo a uma ideia literal, essas são almas que não são tão parecidas.
É provado com o cuidado, com a amizade — eu nunca vou superar esses dois — é como morrer de amor.
Você morreria pelo amor da sua vida? Se você me respondesse que sim, não acho que sua resposta teria tanta firmeza. Eu não posso comentar sobre isso, eu não acho que eu amo de verdade.
Mas esses dois me parece que iriam fazer loucuras para salvar a vida um do outro.
Você pediria para Deus levar sua alma, arrancá-la de você, para salvar o seu amado? Me responda com firmeza se for capaz.
Acredito que eu nunca vou ver uma representação de amor da mesma maneira que vi em Banana Fish, sinto vontade de chorar a cada momento que vejo os dois — fico feliz quando os vejo juntos —
O mais puro juntamente do puramente corrompido com certeza não dá um resultado agradável. Afinal, positivo com negativo resulta em negativo.
E eu lamento sobre isso todos os dias.
**Diferentes comportamentos ao abuso.
Ultimamente vejo diversas pessoas solicitando por “representação de abuso sexual masculino**”, ou seja, garotos que sofreram abusos.
E eu não acho isso errado. Colocar na cabeça das pessoas que abusos não são “exclusivos” das mulheres, mas que homens também sofrem nesse meio cruel — a perversão —
A crueldade não atinge somente um grupo, a crueldade contamina e se espalha por qualquer canto que seja
Mas, os mesmo que falam isso invalidam a situação quando aparece, justificando que a vítima “gostou do ato”
E não meu alecrim dourado, ele não gostou.
Um exemplo que eu posso puxar para esse tópico, um personagem que eu posso citar é o Alois Trancy de **Kuroshitsuji.
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Vou ter que entrar no tópico desse personagem por um tanto x de palavras
Alois Trancy.
Esse personagem ultimamente está tento visibilidade na comunidade do anime — no caso fico feliz em informar que estão entendendo o motivo de Alois ser totalmente extravagante em aspectos sexuais — muitos dizem que ele pode ter um transtorno sexual nomeado de “hipersexualidade”
Para contextualizar: um transtorno onde a pessoa tem um nível elevado de apetite sexual. A hipersexualidade pode ser causada por bipolaridade ou ate mesmo demência — mas algumas pessoas acreditam que o motivo de Alois ser alguém hipersexual é devido aos abusos que sofria. Um mecanismo de defesa.
Algumas pessoas ridicularizaram Alois pela maneira que ele age, e pela maneira que se sexualiza, mas nunca pararam para pensar qual foi a fonte para todo esse problema.
Alois é apenas o resultado dos atos mais cruéis comedidos. Alois é apenas uma criança.
A partir daí entro em um sub-tópico
**Resultados de um abuso sexual.
** Em Banana Fish temos exatamente dois resultados:
Ash Lynx, que viu a camada mais profunda da perversão humana, e o resultado que tivemos foi:
Uma pessoa que vive na defensiva, que sabe analisar intenções, caçando seus alvos na luz do dia, causando medo. Um lince que arranha e machuca qualquer um que seja uma ameaça em sua vida — suas garras crescem a cada dia —
E Yut Lung, que viu uma camada profunda da crueldade humana, ele sofreu exatamente os mesmos abusos, exceto por uma coisa que não pretendo falar nessa resenha, e o resultado que tivemos foi:
Uma pessoa que “aceitou” os abusos para que não seja morto por contestar para enfim planejar uma vingança silenciosa. Uma cobra que não tem veneno, mas ainda sim pode te morder — ela ainda tem presas —
**Músicas significativas.
Uma coisa que eu adoro na adaptação de Banana Fish é as músicas. Suas melodias são dolorosas, gritantes, você nunca acha paz em um verso. Existem detalhes** que foram pensados com cuidado.
Na adaptação contamos com quatro aberturas e uma trilha sonora excelente.
Como exemplo citarei as minhas favoritas.
Found & Lost,
No começo da abertura é possível conseguir ouvir um código: Emergência 3121, esse código na polícia dos Estados Unidos significa crime de violência sexual e estupro.
Se dormir traduzir algumas frases da música, que estão em japonês, temos:
'かかってこいよ! そう叫んだぜ' : Venha ate mim! Eu gritei assim.
Que representa um sentimento de resistência, um sentimento de bravura contra seus medos. Mas no mesmo momento, temos uma demonstração de incerteza, onde é visto que não é sempre que somos corajosos.
'そう思ってない時もあってしまうでしょう' : Há momentos em que não penso assim.
'答えを見つけたんじゃなくて お前と旅したからってだけなのかも' : Não encontrei a resposta, talvez seja apenas porque viajei com você.
Que representa a importância das experiências compartilhadas.
Analise: Enviada por Letícia, e traduzida por Lyzie no Letras
Red,
De longe é minha abertura favorita. Todos os versos dessa música tem um peso muito grande para mim.
A música relata a reflexão profunda sobre a dor — o que eu acho que a música faz muito bem — com metáforas exatamente tocantes em vários aspectos. Eu não vivo um mísero dia sem essa música.
The stain of red that colors the paviment, painted with blood of somebody you love : a mancha de vermelho que colore o pavimento, pintado com o sangue de alguém que você ama.
O verso representa o sacrifício — a dor de perder alguém amado, alguém que você amava. —
Represento esse verso também como: aquela pessoa vai simplesmente morrer se continuar contigo — esse é o pensamento mais recorrente na mente de Ash. —
In spite of how the world decides to see my life, Would I still have a chance for us to say goodbye? : apesar de como o mundo decide ver minha vida, Eu ainda teria uma chance de nos despedirmos?
O verso representa a maneira como Ash acha que os demais veem sua vida, de como as pessoas o ve — apenas um pedaço de carne — e se apesar dessa imagem que ele, querendo ou não, acaba tendo, eles ainda teriam um último momento juntos — se ele acabaria sobrevivendo a essa maldição —
Em um momento, a melodia da música se encontra calma — silenciosa — mas em um piscar ela se torna algo cheio de sentimentos fortes.
**O valor gradual das amizades indesejadas.
Em um certo ponto da obra é desenvolvida uma amizade entre dois chineses, um fazendo parte da família da máfia chinesa, e outro sendo líder de uma gangue chinesa: Yut Lung e Sing. **
Acredito que Sing foi a melhor pessoa que Yut Lung poderia fazer amizade, mesmo sem intenção.
A verdade é que amizades realmente boas apenas surgem do nada, por meios não convencionais. Se você parar para reparar, se você apenas chegar em alguém e falar “quer ser meu amigo?” o assunto vai morrer na mesma hora, mas se você simplesmente conversar sobre algo sem outras intenções com alguém é mais provável que vocês tenham mais assuntos do que o primeiro exemplo.
Sing é alguém sincero e de nariz empinado, que fala o que vem na cabeça sem medo, e Yut Lung é alguém que perde a cabeça com qualquer um e não se importa com o que diz, se isso vai machucar ou não. Alguém para contradizer ele é a melhor opção.
**O infame de Akimi Yoshida.
Como já citado no começo dessa “resenha**”, queria dizer algumas coisas sobre a criadora dessa obra maravilhosa.
Ela é uma ridícula, e eu prometo que quando ela morrer vou soltar alguns fogos de artifício.
A desgraçada simplesmente justifica a morte do Ash com um: eu não gosto dele, pessoas como ele devem morrer, não merecem o privilégio de viver.
A obra inteira, que ela mesmo criou, sempre foi justificado o motivo de **Ash matar
**
Sobrevivência era tudo
Ele matava para não sofrer nas mãos de pessoas ruins, não ser abusado. Ash nunca gostou de matar, ele se sentia um nojo por matar.
Se você morrer Akimi Yoshida, vai ter gente celebrando, desculpa se eu levei pro coração. Mas se você pensa assim de um personagem, imagina o que você pensa sobre pessoas no mundo real.
E no final do dia, eu ainda insisto em dizer que o Ash merecia um final digno por ser alguém com tanto sofrimento que perfurava sua pele. No final de tudo eu ainda insisto em dizer que ele é meu filho, e que ele tá sim vivo — não só vivo no meu coração, mas que ele está vivo no melhor dia, todos os dias —
Curiosidade final !
O último episódio tem o nome de livro favorito de Ash Lynx: O apanhador no campo de centeio
Descanse em paz Aslan Jade.