Blow Out
Brian De Palma faz cinema sobre cinema por aqui, e faz isso com uma precisão cirúrgica. O filme não só homenageia a obsessão voyeurística de Antonioni e Hitchcock, mas também transforma a própria mecânica do cinema — som, imagem, montagem — em ferramenta narrativa e temática. Cada movimento de câmera é milimetricamente calculado, sempre no lugar certo para contar essa história de conspiração e tragédia.
E então chegam os momentos finais: fogos de artifício iluminando um desfecho cruel e inevitável, em uma sequência de tirar o fôlego, emocionante e visualmente deslumbrante.