Metropolis
O mundo moderno falha mais uma vez.
A natureza do Transhumanismo e da quantificação do homem são satânicas, a modernidade e suas ideologias deixaram isso bem claro e isso é muito bem exposto nesta obra prima de Fritz Lang, O pensamento revolucionário e o pensamento liberal tem uma mesma origem, artificial e profundamente enraizada no mal e que nos fazem esquecer daquilo que é essencial em prol daquilo que é imediato.
Naqueles no topo existe a razão que porém não se tem o coração e nem as mãos, naqueles das profundezas, tiveram sua razão e seu coração tomados deles e foram levados a usar a única coisa que sobrou deles, suas mãos. Mas somente a razão ou somente as mãos sem o coração, não podem oferecer uma verdadeira solução.
O progresso científico e o Pensamento revolucionário não implicam em uma melhora moral, essa que só pode ser oferecida por algo profundamente espiritual, que no filme advém de Maria que como uma espécie de luz divina ilumina a razão de Freder despertando nele o amor para com seus irmãos e então cumprindo com sua vocação enquanto mediador.
Tem tantas coisas a comentar e se aprofundar nesta obra, mas acho que sou melhor com meus pensamentos do que com minhas palavras, por fim, espero que Metrópolis e suas reflexões possam motivar a muitas outras pessoas no exercício de sua razão e também em como alinha-la a aquilo que é muito mais importante: O amor e o futuro.