There Will Be Blood
There Will Be Blood(2007)
Paul Thomas Anderson
O que é tempo? Neste caso, não estamos falando de um tempo que se mede em contagens, estamos falando de um tempo onde a percepção do tempo, se torna o tempo. Sentimos sempre aquela sensação de que o tempo passa mais rápido quando estamos com alguém que amamos ou vendo algo que nos agrada.
Desde Orson Welles, diretores vem ganhando mérito por seu cargo, além de coordenarem as múltiplas facetas de um filme, são responsáveis por algo muito importante, dinâmica e tempo. Dirigir consiste em sequência, seguimento, TWBB não obedece normas comuns de como apresentar seu texto, somos engolidos à história, tal qual somos hipnotizados pelo tempo.
Consigo ver que Paul Thomas Anderson queria um texto sem limitações e que a cada momento somos apresentados a coisas novas, como se fosse o início do filme, em consequência, temos um filme que é digerível instantaneamente do início ao fim, me arrisco dizer que talvez aqui, ele entendeu o que fosse direção.
Quer me cativar? Coloque uma fotografia bem trabalhada.
Robert Elswit, diretor de fotografia, coloca muito êxito em seus takes, é sútil, por vezes parado, o que na verdade torna referência no filme, poderia falar dos simbolismos do filme, reproduzidos pela sua direção de fotografia, mas vou me abster e só aplaudir suas cores inconfundíveis e é claro, seus contra plonges quando o foco é o protagonista, mostrando superioridade, tema que vai ser abordado em breve.
Paul, parece ser aquele tipo de diretor que faz críticas silenciosas(o Oscar adora) o filme silenciosamente critica a doutrinação de uma igreja pelos miseráveis, momentos interpretados por Paul Dano, muito bem colocado por sinal.
Seu papel foi destinado a Robert Pattison, mas o mesmo recusa por achar sombrio demais, Paul Dano faz um trabalho que só ele conseguiria executar, um personagem menosprezando que constantemente tem que se exaltar, ele faz isso com maestria a tempos.
Eu particularmente, adoro uma anti-trama, assim como Raging Bull, O enredo nos presenteia com um protagonista incerto, cheio de problemas e pecados, que até mente para conseguir O Sangue. O texto nos conduz a um bom pai, um bom petroleiro com um bom irmão, até se mostrar ausente e bem explosivo, Daniel-Day-Lewis estava faminto por um Oscar aqui!
Aos primeiros segundos eu sabia o que eu estaria prestes a ver, redondinho, não pediria mais nem menos, me surpreende a sutileza que esta obra é em ser caótica.