Fantastic Mr. Fox
I wake up in the wrong side of the bed
I guess I’m just…different O clássico filme infantil que não foi feito para crianças. Eu tenho quase certeza que nunca tinha visto um filme dirigido por Wes Anderson, mas após ver Fantastic Mr. Fox eu entendi a razão dele ser tão um diretor tão aclamado.
Desde os primeiros minutos a obra me chamou muita atenção, stop-motion é uma técnica muito difícil e que exige muita dedicação, ver ela sendo tão bem aplicada é no mínimo satisfatório. As cores são muito bonitas, tão quanto os cenários e figurinos.
Sempre me questiono o quanto nossa espécie é diferente e muitas vezes menos funcional que outras, a nossa espécie é a única que comercializa coisas literalmente necessárias para sobrevivência, como água e comida, você nunca verá uma formiga vendendo água para outra. Eu consigo ver mais humanidade em animais do que em humanos muitas vezes. O ponto é que pelo filme “humanizar” os animais selvagens fica evidente o quanto somos disfuncionais.
Gosto muito do arco do Mr. Fox com seu filho, que a princípio pareciam tão diferentes mas na realidade são bem parecidos. A cena da morte do Rato onde Mr. Fox pergunta o motivo dele estar trabalhando para o fazendeiro e ele responde que é na esperança de beber a cidra, podem me chamar de louca, mas eu vi uma crítica sobre o quanto a classe trabalhadora se dedica por um serviço do qual nunca terá acesso, o Rato antes roubava assim como o protagonista, mas resolveu trabalhar na fazenda, e mesmo trabalhando todos os dias lá ele nunca teve a chance de tomar a cidra (capitalismo, você me pega).
No fim, eu entendi a obra sobre como nós devemos aceitar nossa verdadeira forma, porque tem coisas que não dá para mudar, tem uma frase que diz “já que eu sou, o jeito é ser” e é muito isso, o Mr. Fox é uma raposa, e sempre será uma.