
#10/17 de todos até agora, ‘Suicide Squad: Hell to Pay’ é o filme mais maduro e revigorante do DCAMU. é com certeza uma bagunça, mas uma bagunça feita com muita classe.

não entendi o que as pessoas acham de tão espetacular em ‘Manchester by the Sea’. a melancolia e sentimento de solidão desse filme realmente assustam, dão um choque de realidade. a imensidão ignorância dos personagens me deixou doente, mas o recado de que o maior vilão é a vida é extremamente realista e brutal. fora isso, é um filme triste e sem vida, mas que passa a devida intenção.

destruir o mundo com nossas próprias mãos ou deixá-lo destruir-se por si só? essa é a dúvida infernal a qual Nolan dedica seu trabalho em 'Oppenheimer', causando o sentimento mais vazio mas com um turbilhão de emoções emergindo a cada segundo. fiquei com minhas dúvidas quanto ao caráter desse filme, mas a mensagem fica clara de que o ser humano só é capaz de destruição, sempre causando sua própria ruína. o roteiro e diversos diálogos foram capazes de me causar ódio e até ânsia de pessoas de um tempo em que eu nem sequer pretendia existir, mas com certeza foi feito com classe. a performance do Cillian Murphy me deixou incomodada: parece que ele passou a vida inteira sem fôlego mesmo estando completamente imóvel. já a do RDJ me surpreendeu, criando um personagem bastante humano, isto é, repugnante. dito isso, 'Barbie' ainda é bem melhor.

“nos encontramos novamente, jovem japonês.” num limbo entre o reino de sonhos e a terra dos mortos, Miyazaki encontra sintonia. um dos filmes mais lindos que já vi, ‘The Wind Rises’ é sobre o encontro de almas que sonham com algo bonito, mesmo que o mundo não os veja da mesma forma. do esboço ao voo, Jiro percebe que os aviões vão além do sonho, além das armas, da maldição dos humanos e além da adrenalina, fazendo parte de uma triste dança com o vento, mas que se vale a pena viver.