Oldboy
Oldboy tem uma direção excepcional, com um controle de tom preciso. É um filme cru e brutal, que trata sua violência de forma elegantemente desconfortável.
Park Chan-wook constrói essa experiência através dos planos-sequência, o ritmo da câmera, o uso das cores e a composição das cenas, que trabalham juntos para transmitir a angústia e o desgaste físico e mental de Oh Dae-su.
Mais do que mostrar, o filme nos faz sentir cada momento de exaustão. A transformação do protagonista é um dos pontos que vale a pena observar, antes da prisão e pós a prisão. Quase como se fossem duas pessoas diferentes, o Oh Dae-su parece ter perdido sua vontade de viver, concentrando tudo na busca pelas respostas de duas perguntas: quem e por que?
Mas por trás de toda a violência e angústia, existe um filme profundamente imerso em vingança, moralidade e consequência. O filme é montado de uma forma tão inteligente que são raros os momentos irrelevantes.
Por fim, Oldboy não é um filme confortável e nem tenta ser. É uma experiência sem justiça, apenas consequências de uma ação que, inicialmente para Oh Dae-su, parecia inocente.