no começo eu fiquei me perguntando o por que caralhos isso tá sendo gravado em uma estrutura nazista, tipo, eu não tinha colocado meus dois neurônios pra fazerem a sinapse do quanto um casal gay fazer sexo em um prédio desses chega a ser controverso.
no entanto, eu tenho que confessar que o silêncio desse curta não me agradou tanto quanto eu imaginei. de fato, não é necessário diálogo pra entender quais os sentimentos dos personagens, porque o curta deixa bem nítido, porém, eu ainda achei que faltou algo e um bom potencial foi desperdiçado aqui.
o personagem do loirinho encoberta os próprios sentimentos e o moreno fala tanto dos dele que eu já estava revirando os olhos pedindo pra os céus pra ele parar de falar de sexo. as cenas passam a tensão do loiro quando o outro fala sobre mulheres e, falando sério, pra um curta de 23 minutos até que retratou bem.
talvez só não seja meu tipo preferido de comunicação usada aqui, porque, por mais que vejamos diariamente casais homoafetivos só se fudendo nos cinemas, séries ou seja o que for, quem realmente já conviveu com isso sabe o quanto é doloroso alguém te estender a mão e depois mostrar que nunca esteve com você no fim das contas. e ver isso ser retratado de forma tão leviana não me pegou muito.
o loirinho merecia muito mais do que uma visitinha na praia e um beijo na bochecha (mas NÃO estou dizendo que eles deveriam ficar juntos ou coisa assim, até porque aquele mano era um cuzão).