Kill Bill: Vol. 2
Weirdly enough, eu nunca tinha visto a parte 2 (por isso loguei aqui como se eu tivesse assistido os filmes separadamente, apesar de ter visto também como parte do Whole Bloody Affair), e AMEI pra cacete. Lógico que tem as mesmas qualidades da primeira parte de Kill Bill, todas muito bem displayed especialmente nas fodásticas cenas que a Elle Driver tem nesse filme (ou seja, a morte do Budd e seu próprio subsequente destino), mas essa segunda metade se destaca pela maravilha que é o ato final do filme, do momento em que a gente DESCOBRE QUE A FILHA TÁ VIVA WHAT THE FUUUUCK até o último minuto do filme. Esse foi o final menos Tarantino que eu já vi dele, mas é também o melhor. A maneira como o Bill manipula a Beatrix a largar a arma com a doçura da filha, a esperteza com que ele lida com ela depois da BB adormecer, o diálogo brilhante do Superman (dos momentos do cinema que lidam com 'você nasceu pra matar, gosta pra caralho disso, e nada nunca vai mudar essa sua alma de assassino', acho que esse é o mais bem-escrito que eu já vi de longe), a coreografia espetacular da breve luta entre Bill e Beatrix (acho que a mais bem-editada dos dois filmes) e, finalmente, a aceitação pacífica da morte unida ao reconhecimento da Kiddo como the best there is... tudo isso ainda com a atuação maravilhosa da Uma Thurman e a calma ternamente ameaçadora que o David Carradine imbui no Bill?? PERFECTION. É realmente especial quando cineastas como Tarantino e PTA (aqui penso em Trama Fantasma e Uma Batalha Após a Outra) conseguem unir suas melhores qualidades a um coração pulsante atando o final do filme. Possivelmente o único filme feminista dele? Não sei, não vi Jackie Brown.
#cinema com dani#cinema com gian