
provavelmente eu teria dado 5 para esse filme se não tivesse assistido Blow Up antes… Blow Out é um ótimo filme, tem uma bela fotografia, personagens cativantes, história interessante e intrigante… mas sinto que de palma só utilizou da mesma ideia do antonioni em Blow Up e adaptou do jeito dele aqui nesse filme, toda a questão entre o quão real é o que o “observador” vê, se aquilo realmente aconteceu ou não, dos fatos irem ficando mais questionáveis com o tempo, as provas sendo apagadas… me parece que o de palma adorou Blow Up e só quis fazer o mesmo filme com a mesma ideia mas apenas no estilo e estética dele mesmo, por isso não acho que Blow Out mereça todo esses aplausos que vejo as pessoas darem por aí, arrisco até a dizer que se não fosse um filme do de palma teria uma nota bem mais abaixo é um crime esse filme ter uma nota maior que o próprio filme no qual ele se inspirou, não é nem o melhor do de palma. contudo, o filme ainda tem sim sua originalidade, o final é lindo e impactante, principalmente a cena do jack segurando a sally nos braços em frente aos fogos de artifício “It’s a good scream”

queria mto ter gostado desse, o godard infelizmente não faz muito meu estilo, mesmo eu achando ele um diretor muito foda, sei reconhecer isso se eu dissesse que não gostei muito desse filme por ele não ser linear, seria mentira já q meu diretor favorito é o lynch kkkkkk, eu não sei o que sentir sobre esse filme, as frases e os diálogos são lindos, a base da história é interessante, mas acho que não consegui me conectar de verdade, infelizmente não curti muito, talvez tentarei assistir de novo um dia

ninguém é bom por genuinidade, mas por medo das consequências de ser mau… a natureza do homem é a violência, e tirar isso mecanicamente dele o torna vulnerável, melhor viver fingindo ser bom ou se esforçando para não ser ruim? kubrick é impecável em tudo que se propõe a ser

vi muitas pessoas dizendo que precisaram assistir mais de uma vez para gostarem desse filme, isso é a exemplificação de como cada experiência é única, pois já na primeira vez que vi esse filme me encantei imediatamente, a fotografia, os diálogos, as atuações… tudo nesse filme me encanta ele pode parecer monótono e chato para algumas pessoas, mas eu particularmente não consegui tirar o olho por um segundo da tela enquanto assistia. vi que nas sinopses de todos lugares estava destacando um tal assassinato no filme, isso me fez ter mais vontade ainda de assistir, mas o filme é tão vinculante, que quando me conectei com a história, havia esquecido completamente que o tal assassinato aconteceria no filme, e quando aconteceu, foi como um extra, que se fosse importante para mim antes de ver o filme, agora não era nada comparado a toda a história é um estilo voyeurístico muito estilo hitchcock e brian de palma (e por de palma vir depois, imagino que ele tenha se inspirado muito em Blow Up, ainda mais pelo o Blow Out). toda a estética desse filme me agrada, e mesmo tendo apenas alguns aspectos, considero muito esse filme como um Noir Blow Up exala tesao e é sexy de um jeito tão sofisticado, a arte nesse filme é evidenciada de várias formas de um jeito muito profundo, seja pela fotografia, seja pelas modelos, seja pelos mímicos que andam amontoados em um carro, ou seja pelo amigo de thomas que é pintor como já havia falado acima, Blow Up não é sobre assassinato, mas sobre a incerteza da realidade e os limites da percepção, e a fotografia ser utilizada de chave para isso foi extremamente preciso thomas é cercado por uma vida superficial no ramo da arte, seja por festas, modelos, sexo casual, mas ele parece completamente desligado emocionalmente, e ao se deparar com algo real e profundo como um assassinato, decide investigar mais a fundo sobre aquilo, mas literalmente tudo escapa, as provas somem, o próprio corpo some, evidenciando o vazio existencial da modernidade, onde naquele final incrível em que os mímicos jogam tênis com raquetes e uma bola invisível, faz destaque ao tema central do filme, a arte, e como ela pode ser tão profunda, mas também tão rasa o filme evidencia de forma minuciosa perguntas como “o que é real?” e “o que é verdade?”, trazendo o artifício da arte e da fotografia de forma exata e perfeita, já que thomas depende das imagens… as fotos que ele tira capturam a verdade, ou uma versão manipulável delas? a cena do show de rock é muito interessante, por que ele parece brigar pelo pedaço de guitarra como se realmente quisesse aquilo, mas ele só quer pelo fato de todos ao redor dele também quererem, já na rua, onde ninguém mais da valor aquele pedaço de guitarra, ele simplesmente descarta como se há 2 minutos atrás não estivesse correndo e segurando aquilo como se fosse um pedaço de ouro e novamente sobre o final, ele destaca tudo sobre o filme… nossa realidade é muito influenciada pelo que escolhemos acreditar “Estou trabalhando, alguns são toureiros, outros políticos… Eu sou um fotógrafo.”