Before Sunset
esse filme e os diálogos sinceros durante caminhadas me pegaram demais. vejo nele muito o seguinte trecho de Sally Rooney:
“Afinal, quando as pessoas estão no leito de morte, não falam sempre dos cônjuges e dos filhos? E a morte não é apenas o apocalipse em primeira pessoa? Então, nesse sentido, não existe nada maior do que aquilo que você chama de “romper ou continuar juntos” (!), porque, no fim da nossa vida, quando já não nos resta mais nada, essa continua sendo a única coisa de que queremos falar. Talvez a gente tenha nascido para amar e se preocupar com quem a gente conhece, para continuar amando e se preocupando mesmo quando temos coisas mais importantes para fazer. E, se isso significa que a espécie humana vai se extinguir, essa não seria de certo modo uma boa razão para a extinção, a razão mais linda que se possa imaginar? Porque, quando deveríamos ter reorganizado a distribuição dos recursos mundiais e feito coletivamente a transição para um modelo econômico sustentável, estávamos preocupados com sexo e amizade. Porque nos amávamos demais e achávamos os outros interessantes demais. E amo esse aspecto da humanidade, e de fato é por esse exato motivo que torço para que sobrevivamos — porque somos uns idiotas em relação aos outros.”