Happiness
je suis encore moi.
um filme lindo e trágico sobre as felicidades das famílias, a priori me lembrou a frase de abertura de Anna Karienina “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, a posteriori me pareceu mais um filme sobre desejo, a inocência do François ao trair a esposa e achar algo banal por se tratar de uma vontade virtuosa me traz a noção de que o casal vivia numa espécie de Éden que é desmantelado quando o “pecado” cometido pelo marido vem a tona.
A substituição da esposa, agora morta, pela amante demonstra como as peças da felicidade são substituíveis e que na verdade essa tal felicidade é fabricada para limitar as normais sociais para dentro daquela família.
Também me fez refletir sobre as amarras do desejo e como os entraves para uma vida dedicada a perseguir o que bem entendemos são os contratos sociais que nos é imposto assim que nascemos.
Para além disso, a cinematografia é linda, o fade-out colorido ganhou meu coração e o tempo todo me senti observando quadros impressionistas em movimento.