Jojo Rabbit
Uma criança que venera um líder nazista como protagonista de uma obra contemporânea não parece a melhor decisão a ser tomada, porém é justamente a perspectiva e desenvolvimento de uma mente infantil diante de um período tão complexo do século XX que trás o maior charme do filme.
Jojo possui a clássica ingenuidade e a imparável confiança da infância. É um personagem que parece se materializar de tão real, graças ao adorável trabalho de atuação de Roman Griffin. Ele tem atitudes que transpiram exatamente a energia de um jovem garoto.
A edição também contribui para transmitir a perspectiva do protagonista, por meio de colorações saturadas e vivas em diversos ambientes. Isso enfatiza que, apesar de Jojo se entender como um homem crescido e capaz de lidar com caos mundial, ele ainda tem a cabeça de uma criança.
Vale comentar o humor, que é utilizado com uma maestria absurda. As cenas são cômicas, irônicas e divertidíssimas naturalmente. Esses momentos ocorrem principalmente devido a diferença na faixa etária de Jojo em relação aos outros personagens, que contracenam muito bem entre si.
A crítica social é abordada de maneira leve, mas não deixa de exibir a violência, o antissemitismo e as questões políticas que envolveram a 2°a Guerra Mundial na Alemanha.
Em síntese, Jojo Rabbit estabelece um comentário satirizado sobre o Nazismo e, principalmente, a idolatria da figura de Hitler, combinando situações de seriedade com uma comicidade ácida e cativante.
#político#preconceito#humorístico