Brokeback Mountain
Dia 17 de junho faz oficialmente 3 anos desde que assisti Brokeback Mountain pela primeira vez. 3 anos desde que esse filme ficou gravado na minha alma e mudou minha vida. 3 anos que esse filme é o meu filme favorito de todos os tempos e 3 anos desde que ele é meu Império Romano. Se você me conhece, você conhece esse filme e isso já diz muito. Eu sempre tenho muito pra falar sobre ele, mas acabo não encontrando as palavras certas pra descrever tudo que penso e sinto. Provavelmente teria que rever mais umas 50 vezes pra conseguir tirar do peito todas as minhas opiniões, então aqui tá só algumas delas.
Primeiro que tudo nele é arte. A fotografia, os diálogos, as atuações, a trilha sonora... toda peça montada para formar essa obra é esplêndida e conversa lindamente entre si, tornando tudo harmonioso, fazendo com que um filme sobre cowboys gays numa montanha seja um clássico atemporal para o cinema queer.
É um enredo cru e real. Sou apaixonado por como cada personagem é tangível e como os anos se passam de maneira suave; as mudanças graduais nas atitudes, aparências e pensamentos dos personagens são o que deixam eles vivos e até identificáveis. Um filme que consegue transmitir isso é uma joia rara e Brokeback Mountain acerta em cheio. É talvez um dos melhores dramas já feitos.> Well, why don't you? Why don't you just let me be? It's because of you Jack, that I'm like this! I'm nothin'... I'm nowhere... Também sou perdidamente apaixonado por como os olhares falam tanto aqui. Não consigo imaginar atores melhores do que o Heath e o Jake pra se olharem com tanto amor e transmitirem tanto sentimento sem dizer uma palavra. Por eles, sou eternamente grato por entregarem isso.
Outro ponto que é uma das minhas coisas favoritas do filme é a atenção aos detalhes: o pedido de sopa do Ennis porque o Jack tava de saco cheio de feijões, ou a maneira como o Jack mostrava carinho acariciando a orelha do Ennis (e como ele faz isso com as filhas) são coisas tão pequenas, mas que dizem tanto sobre a relação dos dois que me dá vontade de chorar só de pensar. Como conseguiram capturar a ideia de amor de forma tão sincera?> You ever get the feelin'... I don't know, er... when you're in town and... someone looks at you... suspicious, like he knows? And then you go out on the pavement and everyone's looking at you like they all know too? E como disse na minha segunda review, é uma tragédia sobre como nossa sociedade tratou e ainda trata quem é diferente do padrão. Quando o Ennis imagina o Jack morrendo da forma como o Earl morreu, é um trauma que ele teve que carregar durante anos, sem saber que podia ter sido feliz com o amor da vida dele. Pensar que desde 1963, onde os personagens tinham 19 anos, até 2015, ano em que o casamento gay foi legalizado nos Estados Unidos, eles teriam tipo 70 anos... Eles podiam ter visto como o movimento avançou e evoluiu, e como pessoas queers dessa época presenciaram tudo isso na vida real é ainda mais emocionante. É de fato pra se pensar que não muito tempo atrás ser queer era motivo de prisão e morte, e por mais que hoje em dia a homofobia ainda seja real, estamos bem mais perto de uma sociedade livre do que antes.
Enfim, eu amo mesmo esse filme e como disse no começo, ele tá gravado em mim. Vou chorar toda vez que vê-lo, ou toda vez que pensar nele por muito tempo, ou toda vez que ver uma edit com um sertanejo sofrência. Num geral, uma verdadeira obra-prima perfeita.> Jack used to say, "Ennis Del Mar," he used to say; "I'm gonna bring him up here one of these days, and we'll lick this damn ranch into shape. Had some half-baked notion the two of you was gonna move up here. Build a cabin, help run the place.
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