Watchmen
Watchmen é um daqueles filmes que parecem ter chegado antes da hora.
Hoje a gente está acostumado com obras que questionam heróis, mostram personagens moralmente ambíguos e brincam com a ideia de que alguém com poderes talvez não fosse uma pessoa tão boa assim. Mas, para a época, Watchmen parecia algo muito mais único. Ele pega a figura do super-herói e tira toda aquela imagem idealizada, sem necessariamente transformá-los em vilões. É uma abordagem que me lembrou mais The Boys do que os filmes tradicionais de heróis, mas sem toda a sátira e o humor escrachado.
O tom do filme é curioso. Ele é sério, pesado e até melancólico, mas ao mesmo tempo existe uma ironia constante em tudo que está acontecendo. Parece uma obra que está sempre fazendo comentários sobre seus próprios personagens e sobre o conceito de super-heróis, sem precisar ficar explicando isso para o espectador.
Visualmente, o filme continua impressionante. Os figurinos são excelentes, a direção é marcante e, considerando a época em que foi lançado, muitos efeitos ainda funcionam muito bem. É um filme longo, mas que consegue me prender do começo ao fim.
Talvez hoje algumas das ideias dele pareçam mais comuns porque muita coisa veio depois seguindo caminhos parecidos, mas imagino o impacto que isso deve ter causado quando foi lançado. Dá para sentir que era algo diferente.
⭐⭐⭐⭐½