Psycho
Genial. Saí da sala de cinema querendo assistir denovo.
Sério, como foi maravilhoso poder ver esse filme na telona — a sala estava vazia, 21h, o melhor momento pra aproveitar essa experiência.
Apesar de tudo, o filme é bem diferente do que eu esperava, no bom sentido.
Não tem como não elogiar a direção do Hitchcock, já é normal, mas o que ele faz aqui é realmente esplendido, teria que assistir mais filmes dele para avaliar sobre. Ótimas escolhas narrativas, planos muito criativos para criar aquele suspense gostoso, os personagens são muito cativantes e tem boas atuações — só é meio esquisito não conhecer nenhum ator, mas tudo bem.
O filme é extremamente angustiante — muito pela trilha sonora, que é excelente — eu me sentia observado, me sentia como um maluco, como se estivesse cada vez ficando mais louco.
Se você quer assistir esse filme, só assista, sem spoiler, sem nada, que experiência avassaladora. Toda a ambientação do Motel Bates é incrível, essa sensação de desprotegimento, como se algo estivesse prestes à atacar. É mais um suspense do que um terror, mas é um ótimo suspense.
A cena da banheira é fora de série. O clímax do filme é absurdo, bom demais, eu fiquei na ponta da cadeira, sem conseguir respirar, é muito bem feito. Eu achava que esse filme era ressaltado por ter sido bom e importante na sua época, mas não somente, ele é bom até hoje, bom não, excelente.
A cena final me deixou perplexo, vai ficar na minha cabeça umas semanas ainda.
Enfim, é bom no terror, suspense, roteiro, atuações, personagens, direção, trilha sonora e tudo mais, uma das maiores obras do século XX.
(Pesquisando sobre o filme descobri que a Janet Leigh, que interpreta a protagonista, é mãe da Jamie Lee Curtis 😀)
#no cinema#sozinho