The Captive
A mise en scéne, sempre claustrofóbica, sempre na perspectiva de Simon, prende Ariane em uma vida que ela não consegue sair. Chantel Akerman trabalha a câmera de tal forma que prende o olhar em cenas desconfortáveis, que demonstram essa relação de poder muito bem estabelecido, do predador e da presa. O drama é construído de maneira muito sutil, dando espaço a um mistério voyeur hitchcockiano, fazendo referência, em vários momentos, a Vertigo. O amor obsessivo prende os dois protagonistas, mas em prisões completamente diferentes.