Transit
Christian Petzold é um mestre em transbordar emoção na sutileza, fazendo um melodrama contido, mas explosivo. A realidade distópica no filme funciona tão bem, também, por conta da sutileza. Não há grandes simbologias, propagandas espalhadas, construção de mundo. Vemos uma Alemanha nazista distópica, mas realista.
Quem esquece mais rápido? o que abanonda ou o que é abandonado?
Essa frase define o que é esse filme. A distopia se torna memória e a memória se torna uma prisão. No fim das contas, o protagonista abandonou e foi abandonado.