Django Unchained
Tarantino é um diretor de poucos filmes, mas é incrível como ele acerta na grande maioria deles, é provavelmente o diretor com maior "aproveitamento" da história do cinema. Eu até gostaria de citar Nolan nessa conversa, pela minha paixão em Interestelar, mas, apesar de ter ótimas produções, ele tem algumas (poucas) produções que não são do padrão Nolan de qualidade.
Django é bem Tarantino das ideias, que, mesmo sendo um diretor que varia muito seu estilo de filme, ainda sim, consegue imprimir sua cara, não só porque faz participações da maioria dos seus próprios filmes), mas porque costuma escrever os próprios roteiros, e ele é ótimo nisso.
As cenas são não só bem dirigidas, mas também bem escritas. O diálogo é o brilho do Tarantino, é o principal recurso dele nas próprias produções, os filmes costumam ser longos, normalmente com mais de 2h30, mas, diferentemente de outros longas, consegue "render mais" com menos cenas e locações. Obras como "Os Infiltrados", também de Leonardo Dicaprio, costumam se valer de cenas com tensão, diversos ambientes e uma trama extensa, com participação de inúmeros personagens.
Django Livre tem um objetivo bem definido, um trama simples e planos longos, com conversas interessantes entre os personagens que são, de fato, importantes para o desenvolvimento da história, não são para "encher linguiça", agora, quando temos algo nesse calibre atuado por ótimos atores como Dicaprio e Jamie Foxx, e o espetacular Christoph Waltz, o resultado só pode ser um. É o que, na minha terra, chamamos de filmaço.
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