Mirror
Carta de uma mulher anônima para Tarkovsky, publicada posteriormente por ele;
“Obrigada por O Espelho. Tive uma infância exatamente assim… Mas você… como pôde saber disso? Havia o mesmo vento, e a mesma tempestade.(…) E com que beleza você mostra o despertar da consciência de uma criança, dos seus pensamentos!(…) E, meu Deus, como é verdadeiro!(…) nós de fato não conhecemos o rosto das nossas mães.(…) Você sabe, no escuro daquele cinema, olhando para aquele pedaço de tela iluminado pelo seu talento, senti pela primeira vez na vida que não estava sozinha(…)."
Tarkovsky obriga-nos a reconstruir a vida do homem (narrador) através de seus fragmentos. Nossas próprias sensações e experiências mesclam-se e cobrem as respostas do que há de mistério, indo além do que foi dito. “E, na verdade, do ponto de vista do respeito mútuo, só esse tipo de reciprocidade é digno dos procedimentos artísticos”, escreveu o próprio.