Repulsion
Polanski é o gênio do mal no cinema.
Pelo seus crimes, sabe bem o medo feminino diante o homem abusador e portanto sabe bem como representá-lo de maneira artística aqui (vai abordar isso novamente com mais cinismo em “O Bebê de Rosemary”, três anos depois).
Sabe também como o sistema o agrada e que não há possibilidade real de pagar pelos seus erros, algo que faz parte da narrativa de “Chinatown” (1974).
Só foi capaz de produzir estes e outros clássicos por possuir a mente asquerosa que comprovou ter, por isso creio ser impossível desconectar o artista da obra ou ignorá-las. A arte é um espelho da realidade, não uma fuga da mesma.