The Devil, Probably
(Psicanalista) — Quando começou esse confronto com a realidade?
(Charles) — É meu estado normal. Eu mantive isso em silêncio por muito tempo.
(Psicanalista) — A não–ação não te dá algum prazer?
(Charles) — Sim, mas o prazer do desespero, obviamente.
(Psicanalista) — Você sente culpa? Por você mesmo?
(Charles) — Culpado sem culpa. Eu sei que sou mais inteligente que os outros. Estou ciente da minha superioridade. Mas se eu fizesse algo, eu estaria sendo muito útil, mesmo que minimamente, a um mundo que eu desprezo. Trairia minhas ideias, me cerraria ainda mais. Eu prefiro saber que não há saída.