Vertigo
*“Parecia uma questão de espionagem, de crime. Na verdade, tratava-se de poder e de liberdade, de melancolia e de deslumbramento tão bem codificados no interior da espiral que nos poderíamos enganar e não descobrir logo que essa vertigem do espaço significa, na verdade, a vertigem do tempo. (…) De uma torre falsa, único acréscimo de Hitchcock, ele imaginara Scottie enlouquecendo de amor na impossibilidade de viver com a memória a não ser que a falseasse criando um dublê de Madeleine, em outra dimensão do Tempo. Uma zona só dele, de onde poderia decifrar a história indecifrável que começara na Golden Gate quando retirara Madeleine da Baía de São Francisco salvando-a da morte, antes de devolvê-la a ela. Ou teria sido o contrário?”
*(Sem Sol, 1983 dir. Chris Marker)