Hatari!
É de uma leveza transcendental o que Hawks apresenta aqui. Uma atenção paciente ao dia-a-dia, aos gestos que normalmente passariam despercebidos; o trabalho, as pausas, as brincadeiras entre os personagens. É de encher os olhos ver como todas as pessoas e como todas as ações são filmadas com tremenda delicadeza.
Hawks recusa organizar acontecimentos em torno de uma história central e prefere substitui-los pela convivência cotidiana, mas sendo realizado de forma pura, e deixando as coisas acontecerem de modo natural. É um filme que nos aproxima daquele mundo e nos faz sentir próximo aos personagens; e talvez este seja o grande valor de Hatari!: um filme cuja a sua beleza no simples transborda.
#década de 60#howard hawks