A Different Man
“oh my friend, you haven’t changed a bit”
Hoje completo 21 anos, não foram os melhores vividos mas honestamente parece que já vivi tanto (definitivamente não mais que Oswald). Decidi reassistir um dos meus filmes favoritos, uma comédia irônica com a pitada de horror que eu tanto amo, na qual você se sente preso nas ironias que o destino tece ao redor de Edward, personagem que apesar de protagonista vê o mundo fluir enquanto ele é jogado de um lado pro outro, o sentimento que senti na primeira vez que assisti permanece presente "o que vai acontecer na próxima cena?" apesar de passivo, ele não é previsível e o próximo passo dele é sempre o mais inesperado porém justificado quando se pensa no que estava acontecendo com ele, seu rosto era muito mais do que músculos, era visto como sua personalidade e quem ele era enquanto pessoa, pessoa essa que dilacerada assim como seu rosto, escorreu por seus dedos enquanto ele viu "o impostor" que como se não bastasse ser tudo que ele nunca foi, ainda levou tudo que ele tinha.
Reassistir essa obra foi muito importante pois reforçou o quanto gosto dela, e como eu tive novas versões do trio principal do filme, não existem antagonistas nessa trama, além de talvez o rosto de Guy que levou o Edward que conheciam. Um dos meus questionamentos era "porque ele não disse que era Edward?" mas ele disse. ele repetiu. ele gritou quem ele era, mas nem mesmo a prótese de seu rosto foi capaz de trazer à memória de Ingrid o homem o qual ela tratou como sua criação, outro ponto que não me atentei a primeira vez, Edward não era mais uma pessoa (talvez nunca tenha sido para ela) ele era sua criação, sua personagem, Ingrid dizia conhecer sua história de fundo, seus sentimentos, seus anseios, quando na verdade vemos em várias cenas deles como ela costumava nem mesmo se atentar ao que ele dizia, nunca foi sobre honrar a memória de seu vizinho amigo, mas sim sobre nutrir essa obsessão que ela adquiriu por ele, por suas deformidades, pela idealização de uma pessoa, ela nunca gostou de Edward mas sim do que ela idealizou dele, tão desatenta a quem ele realmente era que jamais pode reconhecer o tom da tua voz ou os seus maneirismos.
Cheguei a esse filme por um motivo, como uma grande parte das pessoas as quais assistiram, Sebastian Stan, assim que eu vi o rosto conhecido na capa de um filme senti vontade de assisti-lo, sempre me simpatizei da imagem do ator e já havia assistido Fresh por conta dele, mas a experiência aqui foi totalmente diferente, assisti a esse filme ano passado sem saber que ele desencadearia em uma filmografia completamente assistida, hoje é mais fácil eu não reconhecer a voz do meu irmão (especialmente porque ele está na puberdade) do que não reconhecer a voz de Stan, e obviamente as marcas de sua atuação, o que eu gosto de chamar como o toque de um ator, expressões faciais, verbais e físicas que após mais de 40 filmes e curtas assistidos se tornam impossíveis de não reconhecer, a identidade do ator diante de seus personagens, o lado Sebastian de Edward, Bucky, Blaine, Nick, Steve, Martin, Max, Terry, Jeff, Tommy, Chase, Chris, Mickey, Frank, Lance…
Mas devo pontuar a forma diferente de andar e agir que ele aderiu para essa personagem, diferente de qualquer outro interpretado por ele já visto anteriormente, Edward corrigindo sua postura ao entrar no bar é um sinal evidente da adoção desse diferencial. Uma atuação digna do globo de ouro honrado que ganhou ao início do ano. Que prazer foi vê-lo discursar tão emocionadamente sobre sua carreira, sobre seus colegas, sua família. Que felicidade por ele ter sido reconhecido por um papel no qual ele nos trouxe uma personagem com uma personalidade jamais vista antes nas interpretações dele, o acompanho a pouco mais de seis meses mas estou muito ansiosa pelos seus projetos futuros, torcendo para que ele siga sendo reconhecido pelo ator brilhante que ele é, muito mais do que um par de olhos extremamente bonitos e intensos.
Adam Pearson também soube bem roubar a cena e é outro ator ao qual quero seguir acompanhando, assistir mais obras dele que recentemente divulgou estar participando de uma releitura de O Homem Elefante e eu estou (novamente) ansiosa para vê-lo interpretar esse clássico de Lynch, torcendo pelo seu sucesso e reconhecimento.
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Today I turn 21, they haven't been the best ones but honestly it feels like I've lived so much (definitely not more than Oswald). I decided to rewatch one of my favorite movies, an ironic comedy with a hint of horror that I adore, where you feel trapped in the ironies that fate weaves around Edward, a character who despite being the protagonist sees the world flow while he is thrown back and forth, the feeling I felt the first time I watched it remains present "what will happen in the next scene?" despite being passive, he is not predictable and his next move is always the most unexpected but totally justified when you think about what was happening to him, his face was much more than muscles, it was seen as his personality and who he was as a person, a person that was torn apart like his face, slipping through his fingers as he saw "the impostor" that weren't only everything he never was, but still took everything he had.
Rewatching this film was so important cause it reinforced how much I like it, and since I had new views of the main trio of the film, there are no antagonists in this plot, besides perhaps the Guy’s face who took the Edward they knew. One of my questions was "why didn't he say he was Edward?" but he said. He repeated. He shouted who he was, but not even the prosthetic face was able to bring to Ingrid's memory the man she treated as her creation, another point that I didn't pay attention at the first watch, Edward was no longer a person (maybe he never was for her) he was her creation, her character, Ingrid said she knew his backstory, his feelings, his desires, when in fact we see in several scenes how she used to not even pay attention to what he said, it was never about honoring the memory of her friendly neighbor, but rather about nurturing her obsession for him, for his deformities, for the idealization of a person, she never liked Edward but rather what she idealized of him, so inattentive to who he really was that she couldn’t even recognize the tone of his voice or his mannerisms.
I came to this movie for a reason, like a large part of people who watched it, Sebastian Stan, as soon as I saw the familiar face on the cover of a movie I felt like watching it, I always liked the actor's image and I had already watched Fresh because of him, but the experience here was totally different, I came to this movie last year without knowing that it would trigger a completely watched filmography, today it is easier for me not to recognize my brother's voice (especially because he is in puberty) than not to recognize Stan's voice, and obviously the marks of his acting, what I like to call an actor's touch, facial, verbal and physical expressions that after more than 40 movies and shorts watched became impossible not to recognize, the identity of the actor before his characters, the Sebastian side of Edward, Bucky, Blaine, Nick, Steve, Martin, Max, Terry, Jeff, Tommy, Chase, Chris, Mickey, Frank, Lance…
But I must point out the different way of walking and acting that he adopted for this character, different from any other role he had played before. Edward correcting his posture when entering the bar is a clear sign of this difference. A performance worthy of the honorable Golden Globe he won earlier this year. What a pleasure it was to see him speak so emotionally about his career, his colleagues, his family. How happy I am that he was recognized for a role when he brought us a character with a personality never seen before in his performances. I have been following him for just over six months now but I am very anxious for his future projects, hoping that he continues to be recognized for the brilliant actor that he is, much more than his pair of extremely beautiful and intense eyes.
Adam Pearson also knew how to steal the scene and is another actor I want to keep following, watching more of his work. He recently announced that he is participating in a reinterpretation of The Elephant Man and I am (once again) anxious to see him interpret this Lynch classic, rooting for his success and recognition.
#changed my life#i did add a poster and/or backdrop#watched on my birthday :)#mubi 30-free-days#stan rewatch :)