Django Unchained
Bem... Por onde eu posso começar...
Django Livre é um filme super lotado, com muita trama, muitos personagens, reviravoltas e sangue para todo lado. A coisa é longa e as referências não param. Tarantino está todo ciente do tamanho épico dessa história, da sensibilidade do tema e de suas habilidades enormes como diretor. Mostra que as ambições dele estão indo para o alto e que ele ainda consegue alcançar as expectativas altas que ele mesmo cria.
Na primeira hora, é um show de Christoph Waltz. Ele faz o papel de King Schultz, meio dentista, meio caçador de recompensas, e estabelece o contexto da história. A gente fica sabendo que é faroeste, pouco antes da Guerra Civil nos EUA. Waltz arrasa de novo como um cara inteligente e sarcástico, algo que ele já manjou em Bastardos Inglórios e Deus da Carnificina. Ele debocha das cenas tradicionais de saloon e duelos de armas nas ruas da cidade, e é muito engraçado.
Waltz também é quem nos apresenta Django, um escravo tímido com um passado complicado. Como sempre nos filmes de Tarantino, a vingança é o tema principal em Django Livre, e Jamie Foxx faz um trabalho incrível mostrando o desenvolvimento do personagem, de homem submisso a herói revolucionário em 2h45. Desde a primeira cena, onde Schultz liberta Django, Tarantino mostra seu talento com espaços, luz e imagens. Ele mistura pop e diferentes gêneros de cinema como poucos, criando algo pessoal e único.
O filme é um espetáculo visual, com fotografia, cenário e atuações incríveis. Sim, é um PUTA filme.