Django Unchained
“Every single word that came out of Calvin Candie’s mouth was nothing but horseshit. But he was right about one thing. I am that n* in 10,000”
“Django Unchained” pode não ser um dos filmes mais experimentais de Tarantino, mas com certeza é um dos mais bem executados. Tarantino aqui abre mão de fazer uma cronologia mais bagunçada e faz uma história bem mais direta ao ponto, com um ritmo muito bem cadenciado que faz você se imergir na história com muita facilidade, vendo seu sangrento espetáculo visual e cenas tensas de tirar o fôlego.
Como dito antes esse pode não ser o mais criativo do diretor, principalmente narrativamente, mas tem todas as características “tarantinescas” que fazem um filme dele. Temos seus maneirismos na direção, seus diálogos excêntricos, suas quebras de expectativas que nos chocam sempre que apresentadas, suas homenagens ao gênero escolhido misturado com todo outro tipo de referência que só ele sabe fazer funcionar, e é claro um elenco de ouro sempre com ótimas performances.
O ponto mais alto desse filme com certeza é a ação, as cenas são muito bem dirigidas e a forma como Tarantino mostra a violência nesses momentos é incrível. Esses momentos nos impressionam por conta do contraste, Tarantino sabe quais são os momentos certos para essas cenas, sempre depois de momentos calmos, assim nos chocando não por conta da violência gráfica, mas sim porque difere muito do que estávamos vendo antes, vemos dois extremos e somos surpreendidos quando eles mudam.
“Django Unchained” pode não ser o melhor no quesito inovação, mas é o feijão com arroz de Tarantino que funciona muito bem, e talvez seja a porta de entrada perfeita pra alguém que nunca viu um filme do diretor.