acredito que o nome Lolita tenha mais em si do que a simples imagem do relacionamento entre um adulto e uma colegial. tanto o livro quanto os filmes são tidos como o cume do "se apaixonar pela forma de uma substância profundamente perturbadora". Vibrator Torture, ao meu ver, se enquadra nos dois conceitos. o mundo frio que rodeia as poucas personagens reforça o mundo particular que o quartinho forrado de fotos de cadáveres engloba; nas cenas externas o céu é azul e as ruas povoadas, mas embora verossímil, é completamente desumano e, de certa forma, aparta até mesmo as pessoas que interagem entre si. como se o espaço se tornasse totalmente descartável e, ao invés de ser habitado, nos obriga a observar as pessoas como unidades.
do mais, embora a câmera seja um tanto quanto fetichista, é extremamente consciente de si e estabelece uma relação gráfica entre o prazer e o abuso. é bem eficaz na separação das cenas de tortura e as cenas de sexo (exceto, talvez, pela última).
acredito que o nome Lolita tenha mais em si do que a simples imagem do relacionamento entre um adulto e uma colegial. tanto o livro quanto os filmes são tidos como o cume do "se apaixonar pela forma de uma substância profundamente perturbadora". Vibrator Torture, ao meu ver, se enquadra nos dois conceitos. o mundo frio que rodeia as poucas personagens reforça o mundo particular que o quartinho forrado de fotos de cadáveres engloba; nas cenas externas o céu é azul e as ruas povoadas, mas embora verossímil, é completamente desumano e, de certa forma, aparta até mesmo as pessoas que interagem entre si. como se o espaço se tornasse totalmente descartável e, ao invés de ser habitado, nos obriga a observar as pessoas como unidades.
do mais, embora a câmera seja um tanto quanto fetichista, é extremamente consciente de si e estabelece uma relação gráfica entre o prazer e o abuso. é bem eficaz na separação das cenas de tortura e as cenas de sexo (exceto, talvez, pela última).