Depois entrou na sala grande, e as irmãs assim que a viram, e sem troca de palavras, entre elas transitou o mesmo pensamento nefasto. Esta menina já é uma mulher assustadora. Ema, significava a extremidade de qualquer coisa. A sua beleza constituía uma exuberância, e como tal, um perigo.
“Há qualquer coisa que repugna, tudo nela tem um ar sinistro. A começar pela beleza.”
”Acha-a assim bonita?”
”Não sei como explicar. A beleza dela confunde-se com uma espécie de génio.”> Ema, abriu um sorriso como se fosse para morder e as manas Melo concluíram, em definitivo e sem dúvida, que a menina seria uma mulher ameaçadora. > (…)> Ema não sabia como enfrentar esse grupo tão acirrado, capaz de a desnudar com um furor cego e fútil. Mas não seria imaginação? E eles estavam inocentes? E só ela era a causadora de uma vontade aterradora, fechada a qualquer generosidade?
O desejo deles, parecia-lhe uma coisa lúcida e criminosa e a única coisa por que se esperava tão pacientemente, a morte.> (…)> Sonhos, apetites, manias, que nada mais são do que o desejo de ser uma outra pessoa. De arrancar desses símbolos do corpo, o sexo e os olhos, que primeiro pecam. A natureza da pessoa em toda a sua difusa corrente de movimentos. Movimentos ignóbeis, porque são idênticos à antiga hoste de mulheres profetas, consagradas a uma ascese que os homens proíbem, para atribuir ao amor, a mediocridade vivida por Eros. Ema, sabia os casos de um dizíveis percalços, em que o amor desempenhava um papel decisivo, porque sustentava a permanência da juventude através desse espírito de submissão.